Every week is a new week, but the days just pile up.
Como você sabe de certeza que a sua vida anda num caminho que valha a pena ou o teclado, nesse caso? Ontem eu saí de casa a tarde, pronta pra receber mais um pouco do privilégio que me cerca, mas por um erro meu isso não foi possível (na verdade nesse dia não seria possível de qualquer jeito, mas o erro permanece), então decidi seguir um dos meus costumeiros impulsos pouco responsáveis e fui andando até a casa de um velho amigo e dessa vez o impulso fez sentido. Fazia um tempo que a gente não conversava e, enquanto caminhávamos pelas ruas que cruzam a escola que carrega minhas memórias do ensino médio, senti como se estivesse revendo todas mudanças que me levaram até lá, rindo sem fôlego numa parada de ônibus, trocando histórias dos nossos dias fora do prédio que tanto nos marcou. Lembrei dos poemas exageradamente comoventes que escrevia nos cantos do prédio e ri ao lembrar da atual confusão do meu coração, um pobre coitado que costumava ter tantas certezas na época. Minhas férias acabam em um mês e, mesmo depois de vários meses, ainda não encontrei reais certezas que me acompanhem nesse meu novo monumento, a "vida de quase adulta, mas nem tanto, porque adulto tem mais vergonha na cara". Eu sinto coisas, mas não sei como sinto nem se sinto ou devo sentir. Minha única certeza é que nenhum personagem de persona nem de cowboy boy bebop tem a resposta pra me dar, mas mesmo assim eu continuo gastando os meus dias sem um significado inteiro, porque, pelo menos quando crio um novo save ou acabo um episódio, sinto que minhas horas gastas existindo tiverem algum significado maior que a confusão. O mais triste é que nenhuma dessas palavras tiveram o toque da minha ansiedade, não, todas elas vieram do lugar mais escuro que se esconde em mim, o existencialismo egoísta e invejoso que insiste em sair quando ninguém está prestando atenção.
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